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Anvisa proíbe canetas emagrecedoras do Paraguai



21/01/2026


Reunião entre Instituto Brasileiro de Inovação em Saúde e Anvisa abordou atualização da RDC 327 e sinalizou novas permissões

Anvisa proíbe canetas emagrecedoras do Paraguai sem registro e acende alerta sobre riscos, enquanto THCV surge como alternativa em estudo no controle do peso.

Anvisa irá discutir regras sobre o cultivo de cannabis  

Anvisa proíbe canetas emagrecedoras do Paraguai. Foto: Divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta quarta-feira (21) uma decisão que proíbe a fabricação, importação, distribuição, comercialização, propaganda e uso de canetas emagrecedoras que vinham sendo vendidas de forma irregular no Brasil.

A medida atinge produtos à base de tirzepatida das marcas Synedica e TG, populares nas redes sociais e conhecidas como as chamadas “canetas do Paraguai”. A Anvisa também incluiu na proibição todos os produtos que alegam conter retatrutida, uma substância ainda experimental e sem autorização sanitária no país.

Por que a Anvisa tomou essa decisão

Segundo a agência, esses produtos estavam sendo anunciados e vendidos sem qualquer tipo de registro, notificação ou cadastro sanitário, o que é obrigatório para medicamentos comercializados no Brasil.

Sem esse registro, não há garantia de qualidade, segurança ou eficácia. Isso significa que o consumidor não tem como saber a real composição do produto, a dosagem correta ou os riscos envolvidos no uso.

O que a proibição determina

A decisão vale para pessoas físicas e jurídicas. Estão proibidas todas as etapas da cadeia, incluindo produção, importação, transporte, venda, divulgação e uso.

A Anvisa também determinou a apreensão imediata dos estoques que estiverem em circulação no país. Quem descumprir a norma pode sofrer sanções sanitárias e legais.

Tirzepatida e retatrutida: o que são essas substâncias

A tirzepatida é um medicamento usado no tratamento do diabetes tipo 2 e que também passou a ser estudado para perda de peso, sempre com acompanhamento médico e dentro das regras sanitárias. As versões proibidas, no entanto, não passaram por avaliação da Anvisa.

Já a retatrutida é uma molécula ainda em fase de pesquisa clínica, sem liberação para uso comercial. Por isso, qualquer produto que afirme conter essa substância está automaticamente irregular no Brasil.

Riscos do uso de medicamentos irregulares

O uso de medicamentos sem registro pode causar efeitos adversos imprevisíveis, interações medicamentosas perigosas e complicações de saúde. A venda pelas redes sociais, sem prescrição ou orientação médica, aumenta ainda mais esses riscos.

Por isso, a Anvisa reforça que medicamentos só devem ser adquiridos em canais autorizados, com prescrição válida e acompanhamento profissional.

THCV surge como alternativa em estudo no controle do peso

Enquanto cresce a fiscalização sobre medicamentos irregulares para emagrecimento, outros compostos vêm sendo estudados com mais cautela. Um deles é a tetrahidrocanabivarina (THCV), um fitocanabinoide presente na cannabis.

Leia também: THCV para emagrecer: quanto custa a tetrahidrocanabivarina?

Diferente do THC, o THCV pode atuar reduzindo o apetite e ajudando na regulação do metabolismo. Estudos preliminares indicam que a substância pode melhorar a sensibilidade à insulina, contribuir para o controle da glicose e apoiar o equilíbrio metabólico, especialmente quando associada ao CBD.

Embora os dados ainda sejam iniciais e não substituam tratamentos médicos consolidados, o THCV vem sendo investigado como uma alternativa natural no cuidado metabólico, com potencial aplicação em obesidade e diabetes tipo 2. Ao contrário das canetas irregulares, esse tipo de abordagem depende de pesquisa científica, regulamentação e uso responsável, sem promessas rápidas ou soluções milagrosas.

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Lucas Panoni

Jornalista e produtor de conteúdo na Cannalize. Entusiasta da cultura canábica, artes gráficas, política e meio ambiente. Apaixonado por aprender.