• 28 de junho de 2022

A cannabis pode matar células cancerígenas?

 A cannabis pode matar células cancerígenas?

Embora precise de mais estudos, a planta se mostrou eficaz tanto na morte das células ruins quanto na proteção das células saudáveis

A cannabis para o tratamento de câncer é cada vez mais conhecido. O tema virou até um documentário nos Estados Unidos, onde mostrou a história de crianças que só encontraram alívio no tratamento alternativo.

Mas o que talvez a maioria das pessoas já saibam, é que a cannabis pode ajudar nos sintomas da doença, como náuseas e vômitos provocados pela quimioterapia. 

O que talvez não seja tão conhecido é que a planta também tem o poder de agir nas células cancerígenas.

O assunto tomou grande repercussão nos Estados Unidos depois que o próprio Instituto Americano do Câncer admitiu que a planta pode matar as células cancerígenas, além de impedir o crescimento de novas células.

A posição veio depois de um estudo de dois anos em ratos com câncer, onde a princípio, foi percebido uma diminuição do tumor dos bichos.

Eles receberam altas doses de tetra-hidrocanabinol (THC) por meio de uma sonda, junto com alimentos. O THC é a principal substância da cannabis que gera os efeitos alucinógenos. 

A substância se mostrou eficaz tanto no combate à doença, quanto na proteção das células saudáveis.

A ideia de testar a cannabis para tratar o câncer foi por causa de um outro estudo da Revista Men’s Health, que havia testado amostras de quase 90.000 usuários de cannabis. Eles chegaram a conclusão de que uma pessoa que consome a planta, tem 45% menos chances de desenvolver um câncer.

Como acontece

A cannabis tem efeitos antitumorais, funcionando assim:  ela atua como um anti-inflamatório bloqueando o crescimento das células além de prevenir o crescimento de vasos sanguíneos que alimentam o tumor.

Mais estudos

Estudos sobre isso ainda são feitos, e mostram que não é só o THC que é eficaz. Uma pesquisa realizada na Universidade de NewCastle na Austrália e divulgado há pouco tempo, alcançou os mesmos efeitos com uma quantidade mínima da substância.

O idealizador da pesquisa, Matt Dun, modificou a cannabis e a testou em células cancerígenas causadoras de leucemia. O estudo durou três anos, e os resultados foram positivos: a cannabis não só matou as células, como preservou as saudáveis.

O extrato da planta foi alterado para conter uma quantidade alta de canabidiol (CBD) e apenas 1% de THC.

O estudo ainda é novo, e precisa ser testado em outros tipos de câncer, mas casos reais não são raros, até mesmo aqui no Brasil. 

 

Tainara Cavalcante

Jornalista e produtora de conteúdo no Cannalize. Amante de literatura, fotografia e conteúdo de qualidade.

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