• 25 de junho de 2022

A cannabis pode causar complicações no pós gravidez, segundo estudo

 A cannabis pode causar complicações no pós gravidez, segundo estudo

Um experimento constatou um aumento de obesidade infantil e diabetes em crianças expostas à cannabis na gravidez. 

 

Uma pesquisa realizada pela Brianna Moore, professora assistente da Escola de Saúde Pública do Colorado, identificou que crianças expostas à erva durante a gravidez, têm a tendência de desenvolver doenças como obesidade e diabetes. 

Para o estudo, esses bebês estão propensos a nascer com um peso considerado baixo, o que pode levar a um “crescimento pós-natal”, ou seja, uma aceleração de alguns processos do corpo para compensar esse déficit de massa. 

Essa situação, pode ocasionar no surgimento dos distúrbios citados. 

“Eles vão crescer tão rápido que podem compensar demais, o que os coloca em risco de obesidade, síndrome metabólica e diabetes tipo 2 durante a vida” garante Brianna. 

Dados do estudo 

O experimento foi realizado no Healthy Start, um programa norte-americano voltado para o acompanhamento de gestações, com a presença de 103 mulheres, testadas durante todo o processo da gravidez. 

De todas elas, 15% das mães apresentaram níveis detectáveis de canabinoides no organismo, sendo o Canabidiol (CBD) e o Tetrahidrocanabinol (THC), os mais aparentes. 

Moore, ainda comentou sobre o alto índice de compostos canábicos nos exames: 

“Essas mulheres sabiam que estavam grávidas e já haviam passado do primeiro trimestre em que a cannabis é frequentemente usada para enjoos matinais”. 

Aumento do uso na pandemia 

Nos últimos anos, o consumo de cannabis por mulheres grávidas teve um aumento significativo. O isolamento social, causado pela pandemia do COVID-19, foi um dos fatores que motivaram esse crescimento

A Divisão de Pesquisa Kaiser Permanente, de Oakland-EUA, realizou cerca de 95 mil exames toxicológicos, feitos no pré-natal de janeiro de 2019 a dezembro de 2020. 

Nesses testes, durante o período proposto, foi constatado um salto de até 25% nos índices. 

E na amamentação? 

Em 2018, a Associação Americana de Pediatria (AAP), recomendou que mulheres gestantes, durante a amamentação, não usem produtos que contenham THC

Isso porque, os compostos canábicos podem ser repassados para o bebe através do leite materno, o que pode acarretar em problemas no desenvolvimento cognitivo da criança. 

Ainda não há estudos completos para determinar se outros canabinoides, como o CBD, são maléficos para esse processo. 

Gustavo Lentini

Jornalista e produtor de conteúdo da Cannalize. Apaixonado por futebol e pela comunicação.

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