Cannaflex afirma ter alcançado conformidade com EU-GMP para exportação de cannabis medicinal ao mercado farmacêutico da Europa

Marrocos avança em padrão farmacêutico para cannabis medicinal
A produção de cannabis medicinal do Marrocos avançou mais uma etapa no mercado farmacêutico internacional. A Cannaflex anunciou que alcançou conformidade com o padrão EU-GMP (Boas Práticas de Fabricação da União Europeia) para exportar cannabis medicinal.
A empresa atua no Marrocos com autorização da Agência Nacional de Regulação das Atividades de Cannabis (ANRAC). Além disso, mantém uma cadeia de produção voltada ao mercado medicinal e à exportação.
O anúncio reforça a estratégia do país de transformar parte da produção tradicional de cannabis em uma cadeia regulada para fins medicinais.
EU-GMP é a sigla em inglês para Good Manufacturing Practices, ou Boas Práticas de Fabricação.
Esse conjunto de regras estabelece critérios para a fabricação e o controle de medicamentos. O objetivo é garantir processos consistentes, rastreáveis e controlados.
Na prática, as empresas precisam controlar diferentes etapas da produção. Isso inclui instalações, equipamentos, pessoal, documentação e controle de qualidade.
Por isso, a conformidade com o padrão ajuda a demonstrar que uma empresa mantém processos capazes de atender aos requisitos de qualidade do setor farmacêutico.
No entanto, EU-GMP não significa autorização automática para vender um produto em todos os países europeus. Cada mercado possui regras próprias para registro, importação e comercialização de medicamentos.
A Cannaflex atua em diferentes etapas da cadeia produtiva. A empresa trabalha com cultivo, processamento, distribuição e exportação de cannabis medicinal.
Segundo a companhia, o cultivo segue padrões GACP (Good Agricultural and Collection Practices). Esse conjunto de boas práticas estabelece critérios para o cultivo e a coleta de plantas destinadas ao uso medicinal.
Já o GMP concentra-se na fabricação e no controle de qualidade.
Assim, os dois padrões atuam em etapas diferentes da cadeia. O GACP acompanha a planta desde o cultivo. O GMP controla os processos de fabricação.
Essa distinção ajuda a entender o significado do anúncio da Cannaflex.
A empresa também avançou no mercado internacional por meio de uma parceria com a farmacêutica suíça Pharmaserv AG.
Em agosto, a Cannaflex informou que produtos derivados da variedade marroquina Beldia chegaram a farmácias suíças autorizadas.
Segundo a empresa, a operação envolveu etapas de padronização, controle de qualidade e rastreabilidade.
A Cannaflex também informou que realizou testes para avaliar o perfil de canabinoides, a carga microbiológica, resíduos de pesticidas, metais pesados e aflatoxinas.
Além disso, a empresa afirma acompanhar os lotes desde o cultivo no Marrocos até a etapa farmacêutica na Suíça.
A principal importância do anúncio está na padronização da cannabis para integração a cadeias farmacêuticas internacionais.
Para exportar produtos destinados ao mercado medicinal, os produtores precisam demonstrar controle sobre qualidade, fabricação e rastreabilidade.
Nesse contexto, atender aos requisitos de boas práticas pode facilitar relações com empresas farmacêuticas e operações em mercados regulados.
Para o Marrocos, o movimento também representa uma tentativa de ampliar o uso medicinal e industrial da cannabis dentro de uma cadeia regulada.
Lucas Panoni
Jornalista e produtor de conteúdo na Cannalize. Entusiasta da cultura canábica, artes gráficas, política e meio ambiente. Apaixonado por aprender.
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