
Bilionário investe em psilocibina para estudar longevidade Foto: High Times
O bilionário da tecnologia Bryan Johnson passou a incluir macrodoses mensais de psilocibina — cerca de 5 gramas — em sua rotina, sob rigoroso acompanhamento médico, com o objetivo explícito de estender sua vida.
Embora ele já tivesse explorado outras substâncias psicodélicas como LSD e cetamina, agora ele foca na potencial sinergia entre cogumelos mágicos e tratamentos de longevidade.
Primeiramente, Johnson selecionou doses altas — conhecidas como “heroic doses” — para provocar transformações intensas na mente e possivelmente liberar processos regenerativos no cérebro.
Em seguida, ele monitora uma gama extensa de biomarcadores, buscando compreender os efeitos duradouros no organismo, como melhora da plasticidade neural e alterações fisiológicas positivas.
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Além disso, essa abordagem se soma a práticas já conhecidas do bilionário — como transfusões de plasma, suplementação diária de centenas de pílulas e controle rigoroso do estilo de vida — e reforça sua crença de que a mortalidade pode ser opcional.
Ele vive sob intenso monitoramento, inclusive divulgando detalhes nas redes sociais e documentando seus experimentos.
No entanto, é preciso destacar que a psilocibina ainda não conta com aprovação do FDA para uso em longevidade. Por outro lado, cresce o interesse científico em seus benefícios terapêuticos, especialmente para saúde mental, depressão, ansiedade e crescimento neural.
Sob perspectiva neurocientífica, a psilocibina interage com receptores 5‑HT2A no cérebro, alterando redes neurais como a DMN (Default Mode Network), o que pode reduzir ruminação e reforçar a plasticidade cerebral. Assim, os efeitos prolongados podem beneficiar a saúde cognitiva e emocional.
Também surgem relatos de experiências transformadoras compartilhadas por Johnson em redes sociais. Ele afirma sentir uma maior conexão com a vida, além de mudanças profundas em padrões emocionais.
Essas mudanças subjetivas podem antecipar efeitos objetivos, caso se confirmem dados como redução do estresse crônico, melhora do humor e equilíbrio biológico.
Em suma, a aposta de Bryan Johnson em cogumelos psilocibinos insere-se num contexto de biohacking extremo.
Ele combina doses intensas, monitoramento de saúde de alta tecnologia e interesse por neurociência. Por enquanto, o experimento segue sem garantias, mas atrai atenção global para um debate científico: a possibilidade de que substâncias psicodélicas promovam bem‑estar mental, plasticidade cerebral e quem sabe, longevidade real.
Texto produzido do portal High Times
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