• 25 de junho de 2022

Vitiligo: O que é, Causas, Características e Tratamentos

 Vitiligo: O que é, Causas, Características e Tratamentos

Dados oficiais indicam que o vitiligo alcança 1% da população mundial. No Brasil, mais de 1 milhão de pessoas convivem com a condição.

O vitiligo é uma condição que faz com que as células de pigmentação da pele, ou seja, as células que fazem a pessoa ter um determinado tom de pele (melanina), comecem a morrer, fazendo com que a pessoa desenvolva manchas esbranquiçadas pelo corpo, que são mais perceptíveis em pessoas negras ou com o tom de pele mais escuro.

Além de surgir nos braços, pés, mãos e em todo o corpo de cada pessoa, também pode aparecer em lugares inusitados, como o cabelo e o interior da boca.

Seu surgimento ocorre aos poucos e conforme vai progredindo, a pessoa vai apresentando novas manchas, em novos lugares do corpo. 

É muito difícil prever até onde ele vai se estender ou quais lugares específicos ele vai atingir.

O vitiligo não é transmissível para outras pessoas. Não se pega vitiligo, apenas se desenvolve essa condição.

O que é Melanina?

Para entendermos melhor sobre o vitiligo, precisamos saber o que é melanina e o porquê ela é importante.

A melanina é um tipo de proteína produzida nos melanócitos a partir de um aminoácido essencial chamado tirosina. 

É essa proteína a principal responsável por colorir a pele e pelos dos seres humanos, além de proteger o DNA das células contra a radiação ultravioleta emitida pelo sol.

Essa substância muito importante, é produzida em uma estrutura chamada de organelas elípticas que recebem o nome de melanossomos. Quanto mais melanossomos os melanócitos apresentam, mais pigmentada é a pele de uma pessoa. 

Vale frisar que pessoas que possuem uma condição genética denominada de albinismo são incapazes de sintetizar melanina.

Basicamente, existem dois tipos principais de melanina as quais incluem:

  • Eumelanina: apresenta uma coloração que varia do negro ao marrom, além de possuir um alto peso molecular e capacidade de dispersar a luz ultravioleta.
  • Feomelanina: apresenta coloração que varia do vermelho ao amarelo.

Causas

Como foi dito, o vitiligo surge quando as células que produzem melanina, chamadas de melanócitos, morrem ou deixam de produzir a melanina, que é o pigmento que dá cor à pele, cabelos e olhos.

Mesmo que ainda não exista uma causa específica para este problema, os médicos acreditam que pode estar relacionado às seguintes fatores :

  • Problemas que afetam o sistema imune;
  • Doenças hereditárias que passam de pais para filhos;
  • Algumas lesões na pele, como queimaduras ou exposição a substâncias químicas.

Em alguns casos, a pessoa pode desenvolver a doença ou apresentar piora das lesões após período de estresse ou trauma emocional.

Principais sintomas

A  maioria dos pacientes de vitiligo não manifesta qualquer sintoma além do surgimento de manchas brancas na pele. 

Existem casos em que o paciente relata sentir sensibilidade e dor na área afetada.  

Contudo, uma grande preocupação dos dermatologistas são os sintomas emocionais que os pacientes podem desenvolver em decorrência da condição

Quando detectada, o dermatologista pode classificá-lo por dois tipos:

Segmentar ou Unilateral: surge apenas em uma parte do corpo,  geralmente quando o paciente ainda é jovem. Pelos e cabelos também podem perder a coloração.

Não segmentar ou Bilateral: é o tipo mais comum, surge nos dois lados do corpo, por exemplo, duas mãos, dois pés e dois joelhos.

Em geral, as manchas surgem primeiro em extremidades como mãos, pés, nariz e boca.

É importante lembrar que o diagnóstico deve ser feito por um dermatologista. Ele irá determinar o tipo de vitiligo do paciente, verificar se há alguma doença autoimune associada e indicar a terapêutica mais adequada.

Possíveis tratamentos

A dúvida da grande maioria ao se deparar com uma pessoa com vitiligo é se existe algum tipo de tratamento.

E a resposta é sim, desde de que o tratamento seja orientado por um dermatologista pois é necessário testar várias formas de tratamento, como fototerapia ou aplicação de cremes e pomadas com remédios corticóides ou imunossupressores, para entender qual a melhor opção em cada caso.

E não para por ai, além disso ainda é importante ter alguns cuidados como evitar a exposição solar excessiva e utilizar um protetor solar com fator de proteção alto, pois a pele afetada é muito sensível e pode queimar facilmente.

Bruno Oliveira

Tradutor e produtor de conteúdo do site Cannalize, apaixonado por música, fotografia, esportes radicais e culturas.

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