• 26 de junho de 2022

Teremos uma terceira dose da Coronavac?

 Teremos uma terceira dose da Coronavac?

Foto: Divulgação

Segundo o Ministério da Saúde, os estudos para entender se a dose extra será necessária começa já nas próximas semanas. 

Na quarta-feira (28) o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga anunciou que já encomendou um estudo para entender se há a necessidade de uma terceira dose da vacina Coronavac para os vacinados. 

Segundo o Instituto Butantan, até agora, quase 60 milhões de brasileiros já receberam as duas doses da vacina.

Queiroga ainda acrescentou que a pesquisa deve ser feita  pela Universidade de Oxford, que também fará testes para entender se é preciso a aplicação de doses extras em outras vacinas contra a COVID-19, como a Pfizer, Janssen e AstraZeneca. 

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Dose de reforço

Patrocinado pelo Ministério da Saúde, ela vai avaliar se compensa um reforço em pessoas que já tomaram a primeira e a segunda dose. De acordo com o ministro, ainda não há publicações detalhadas sobre a duração da efetividade da vacina, que precisa passar por mais ensaios clínicos.

Com o início previsto para as próximas semanas, a pesquisa vai contar com 1.200 voluntários de São Paulo e Salvador. Eles serão divididos por idades, o primeiro será de pessoas com 18 a 59 anos e o segundo com pessoas acima dos 60. 

Ainda segundo o ministro, os grupos serão distribuídos em subgrupos para avaliar a dose de reforço das quatro vacinas. “Vamos comparar diferentes braços e ver qual a vacina que dá o melhor reforço em relação ao título de anticorpos.” Disse à Folha de S. Paulo.

A expectativa é que o resultado seja divulgado em novembro. De acordo com os dados, o Ministério da Saúde vai avaliar se será necessária a terceira dose da Coronavac.

Mais estudos sobre as vacinas

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), há pelo menos mais dois estudos que avaliam doses extras no Brasil. Um avalia a dose de reforço da Pfizer e o outro, busca verificar a nova versão da AstraZeneca, desenvolvida contra a nova variante. 

Estudos que avaliam novas doses não acontecem apenas no Brasil. Países como Reino Unido, por exemplo,  já descobriu através de estudos clínicos que os níveis de anticorpos contra o Coronavírus começaram a cair mesmo depois das duas aplicações da AstraZeneca e Pfizer.

 

Tainara Cavalcante

Jornalista e produtora de conteúdo no Cannalize. Amante de literatura, fotografia e conteúdo de qualidade.

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