• 16 de agosto de 2022

Psilocibina melhora o humor e a saúde mental, mostra estudo

 Psilocibina melhora o humor e a saúde mental, mostra estudo

Um estudo financiado pela Quantified Citizen prova que o tratamento com psilocibina pode ajudar a melhorar o humor e a saúde. 

Um estudo publicado no Scientific Reports em 30 de junho apresentou evidências de que os cogumelos têm um efeito notável no humor e na saúde mental dos participantes. 

A pesquisa, chamada “Microdosadores de psilocibina demonstram melhorias observadas no humor e na saúde mental em um mês em relação aos controles sem microdosagem”, analisou 1.133 indivíduos entre novembro de 2019 e maio de 2021. 

A avaliação inicial foi realizada no início do estudo e, em seguida, novamente entre 22-35 dias depois. 

Métodos usados

Os pesquisadores analisaram os resultados da microdosagem de psilocibina combina com cogumelos juba de leão (Hericium erinaceus) ou niacina (vitamina B3) para identificar “melhorias de pequeno a médio porte no humor e na saúde mental”.

O resumo do estudo observa que a combinação de psilocibina com o juba de leão (ou B3) “não afetou mudanças no humor e na saúde mental”; no entanto, os participantes mais velhos sentiram melhorias psicomotoras significativas. 

Trabalho de pesquisa 

A pesquisa foi escrita por vários autores, incluindo Paul Stamets e Joseph Rootman, do Departamento de Psicologia da Universidade de British Columbia, no Canadá. 

De acordo com uma entrevista à Forbes, Rootman está certo de que o trabalho que está sendo realizado agora ajudará a levar a mais descobertas no futuro. 

“A equipe está trabalhando duro para desenvolver a próxima versão do estudo, que será usada para gerar descobertas relacionadas à microdosagem psicodélica nos próximos anos”. 

Precursor 

A descrição da pesquisa compartilha a crença dos autores de que este é um dos primeiros estudos desse tipo, mas requer mais trabalho para construir uma base e assim mostrar como a psilocibina pode beneficiar os participantes humanos. 

“Mais pesquisas com grupos de controle e grandes amostras que permitem o exame de potenciais moderadores, como estado de saúde mental, idade e gênero são necessárias para melhor avaliar as consequências desse fenômeno emergente”, concluíram os autores. 

Gradualmente, mais evidências estão sendo coletadas em estudos como este. No entanto, ainda não é o suficiente para convencer aqueles que se opõem ao uso da psilocibina para fins medicinais.

Arthur Pomares

Jornalista e produtor de conteúdo da Cannalize. Apaixonado por café, futebol e boa música. Axé.

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