Vários produtos não tem a quantidade de CBD do rótulo

Vários produtos não tem a quantidade de CBD do rótulo

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As colunas publicadas na Cannalize não traduzem necessariamente a opinião do portal. A publicação tem o propósito de estimular o debate sobre cannabis no Brasil e no mundo e de refletir sobre diversos pontos de vista sobre o tema.​

O estudo investigou 40 tipos de produtos e apenas 7,5% deles tinham a quantidade declarada na embalagem 

Vários produtos não tem a quantidade de CBD do rótulo

Vários produtos não tem a quantidade de CBD do rótulo

De acordo com um estudo publicado em novembro do ano passado (2023), vários produtos à base de cannabis vendidos nos Estados Unidos não continham a quantidade correta de CBD (canabidiol) indicada no rótulo. 

Os produtos analisados incluíam não só o óleo de cannabis, mas também infusão de bebidas, chocolates e gummies feitos com a planta. Produtos bastante comuns por lá.

Leia também: Você sabe quais as formas de usar o CBD além do óleo?

A pesquisa investigou 40 variedades disponíveis no mercado e descobriu que apenas 7,5% continham níveis de canabidiol equivalentes ao indicado na embalagem. Alguns deles não tinham sequer a presença da substância.

O estudo ainda mostrou que dois produtos continham também vestígios de THC (tetrahidrocanabinol), substância que gera o famoso “barato” da maconha

Produtos infundidos? 

Outra questão destacada, foram os produtos com o rótulo de “CBD solúvel em água”. Contudo, a substância é hidrofóbica, ou seja, assim como o óleo, não se mistura com a água. 

“O CBD simplesmente não é solúvel em água, como foi demonstrado pela preparação de alguns desses produtos como prescrito, o que levou a níveis indetectáveis ​​de CBD após análise.” escreveram. 

Embora existam produtos com infusões, processos químicos que permitem a dispersão da cannabis em água, nenhum dos produtos analisados por este estudo foi feito com a tecnologia. 

Produtos e cannabis vendidos como suplementos

Em países como Estados Unidos e Canadá, os produtos feitos com cannabis são classificados como suplementos alimentares, por isso não há uma fiscalização rigorosa sobre a fabricação e nem a venda.

Dessa forma, muitas marcas não se sentem na obrigação de fazer um produto de alta qualidade, cabendo ao consumidor procurar marcas sérias antes de comprar derivados da planta.

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No Brasil, a cannabis é aprovada apenas para fins medicinais, portanto, saber exatamente o que está dentro do produto é fundamental para um tratamento efetivo. 

Por outro lado, a resolução de importação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) também não exige um grau farmacêutico para os produtos que entram no Brasil. Dessa forma, cabe tanto ao médico quanto ao paciente procurar empresas com produtos de qualidade.

Como achar uma empresa séria de cannabis?

De acordo com o diretor médico da Cannect, Rafael Pessoa, tanto o médico quanto o paciente podem seguir algumas dicas na hora de encontrar uma marca séria de cannabis. 

Embora a prescrição seja feita pelo médico, o paciente precisa estar ciente do que está consumindo. “É importante que o paciente cobre o médico também”, acrescenta.

Uma dica importante na hora de comprar ou receitar cannabis é verificar se o produto tem um certificado de análise, também chamado de CoA. Trata-se de um documento emitido por laboratórios após testar os produtos vendidos pelas marcas.

Leia também: 5 dicas para não cair em golpes na hora de comprar óleo de cannabis

O documento pode revelar a quantidade de canabinoides, como CBD e THC. Também se há a presença de outras substâncias da cannabis, como terpenos e flavonoides

O diretor médico acrescenta que há certificados de análise ainda mais precisos, que mostram até mesmo como a planta foi cultivada. O chamado HPLC, ou cromatógrafo líquido de alta potência, pode revelar ainda se o produto tem solventes, metais pesados, contaminantes, fungos e bactérias.

Como fazer uma curadoria?

O diretor médico da Cannect acrescenta que várias marcas, tanto dos EUA quanto de outros países, estão preocupadas com o mercado de cannabis medicinal no Brasil. Por isso, investem em produtos considerados seguros pelas normas farmacêuticas daqui.  

Embora não sejam obrigadas, já que a resolução da Anvisa não impede a entrada dos importados, muitas empresas já estão fabricando os seus produtos com nível farmacêutico.

Para saber se uma empresa segue altos padrões de qualidade, a Cannect, por exemplo, desenvolveu um time de curadoria para auxiliar os médicos e dentistas na hora da prescrição. Curadoria que é apresentada aos profissionais de saúde por meio de um portfólio.

“A curadoria é feita por um time técnico, composto por farmacêuticos e biomédicos que avaliam cada produto apresentado, a fim de estabelecer auto controle de qualidade para que os médicos e dentistas tenham segurança e confiança de que o que eles estão prescrevendo”, acrescenta. 

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Caso precise de ajuda, disponibilizamos um atendimento especializado que poderá esclarecer todas as suas dúvidas, além de auxiliar na marcação de uma consulta, dar suporte na compra do produto até no acompanhamento do tratamento. 

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