• 16 de agosto de 2022

Maconha atual é mais forte e mais viciante, aponta estudo

 Maconha atual é mais forte e mais viciante, aponta estudo

Foto: Freepik

O nível de THC da maconha cresceu consideravelmente ao longo dos anos. Contudo, as consequências também.

Depois que as pessoas passaram a modificar as cepas de cannabis para aumentar os níveis de Tetrahidrocanabinol (THC), o assunto vem preocupando especialistas.

Pelo menos é o que mostrou um estudo publicado na revista The Lancet Psychiatry na última terça-feira (25). 

Trata-se da principal substância que gera os efeitos da maconha, a chamada alta.

Segundo o artigo, à medida que a potência dos produtos à base de cannabis cresceram ao longo dos anos, também subiram as taxas de pessoas que procuram tratamentos para vício. 

Leia também: Cepas de cannabis: o que são e suas variedades

Foto: Freepik

Predisposição maior

Para chegar a conclusão, os pesquisadores revisaram cerca de 20 estudos que analisaram mais de 120 mil pessoas. 

Segundo os autores, as pessoas que usam cepas mais fortes são mais propensas não só a dependência, como também a ter surtos psicóticos.

Dados que podem ser comparados com o crescimento de pessoas que iniciaram algum tipo de tratamento para a dependência de maconha na última década. 

De acordo com European Monitoring Centre for Drugs and Drug Addiction o aumento de pessoas que procuraram ajuda nos últimos 10 anos foi de 76%.

Maconha mais forte

Alguns estudos conduzidos pela mesma equipe da Universidade de Bath, no Reino Unido, já relataram o aumento dos níveis de Tetrahidrocanabinol aumentaram de forma significativa ao longo dos anos.

É o caso das chamadas “super maconhas” ou “skunks”, por exemplo. Por causa da demanda, o próprio mercado de cannabis têm cruzado plantas ou alterado quimicamente as cepas para aumentar os níveis de THC.

Se estiver curioso sobre isso: O que de fato são os Skunks?

Segundo a associação DrugWise, maconhas “comuns” têm uma porcentagem do canabinoide entre 2% a 4%. Algumas cepas podem chegar até a 14%. 

Já as variedades híbridas de Skunk tem um pouco mais. Elas variam de 15% e podem beirar até 30% de THC.  Portanto, isso mostra que apesar da porcentagem maior, ela não chega a ser 20 ou 30 vezes mais forte que a maconha tradicional. 

Atualmente, já é possível encontrar variações do THC que nem estavam na natureza, como Delta-9 e Delta-10.

Redução de danos

Contudo, é preciso ter precaução ao usar cepas com níveis maiores do canabinoide, pois como dito por estes e outros estudos, pode ser prejudicial.

“Esses resultados são importantes no contexto da redução de danos que visa minimizar as consequências negativas associadas ao uso de drogas. É importante reconhecer que um número significativo de pessoas em todo o mundo usa cannabis regularmente, e garantir que elas possam tomar decisões informadas para reduzir quaisquer possíveis danos associados”, apontam os autores.

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Procure um médico

É importante ressaltar que qualquer produto feito com a cannabis precisa ser prescrito por um médico que, inclusive, poderá indicar qual o melhor tratamento para a sua condição.

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Tainara Cavalcante

Jornalista e produtora de conteúdo no Cannalize. Amante de literatura, fotografia e conteúdo de qualidade.

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