• 16 de agosto de 2022

Estudo descobre o que há por trás do cheiro das skunks

 Estudo descobre o que há por trás do cheiro das skunks

Com o nome traduzido para gambá, o cheiro por trás desse tipo de cannabis ainda era um mistério para os cientistas. 

Se você conhece este tipo de cannabis, já deve ter percebido que ele não tem um cheiro muito agradável. Contudo, segundo uma nova análise feita por um químico de uma empresa privada na Califórnia, nos Estados Unidos, há uma explicação lógica para isso.

A variação da cannabis sativa é também conhecida como “supermaconha”, passou a ser chamada de skunk (gambá, em tradução livre) por causa do cheiro forte. Considerado por muitos um indicador de qualidade, o odor das skunks é amado e odiado sem meio termo.

A cannabis possui centenas de cepas, que possuem características distintas. Algumas possuem  cheiros, gostos e até níveis de canabinoides diferentes. 

skunk

O que dá o aroma às plantas, são os chamados terpenos. Dependendo de sua genética, algumas cepas têm um cheiro amadeirado, outras são mais cítricas e algumas até adocicadas. Contudo, a origem do cheiro da skunk tem sido difícil de descobrir. 

Estudo

 O pesquisador do estudo, Iain Oswald, desenvolve terpenos para produtos de cannabis. Através de uma análise, ele e a sua equipe foram os primeiros a identificar um grupo de compostos específicos que são responsáveis pelo aroma.

A suspeita era que a planta contivesse enxofre, um composto de cheiro forte encontrado no odor exalado pelos gambás, por exemplo. 

Para confirmar a hipótese, eles criaram uma “impressão digital química” em cada elemento que contribui para o perfume destas plantas usando técnicas como cromatografia gasosa, espectroscopia de massa e um detector de quimioluminescência de enxofre.

Não demorou muito para que a substância começasse a aparecer. A equipe de Oswald encontrou pequenas quantidades de vários compostos de enxofre nos perfis das plantas que mais tinham o cheiro forte.

A molécula mais dominante é chamada preniltiol, ou 3-metil-2-buteno-1-tiol, usada inclusive, na composição de uma cerveja de skunk que possui um sabor singular. 

Presença na natureza

Segundo a química  Amber Wise ao Science News, esta é a primeira vez que compostos de enxofre são encontrados na cannabis. 

Presentes na natureza, alguns outros compostos encontrados nas cepas são bastante semelhantes aos encontrados no alho, por exemplo. 

“Elas podem estar em concentrações muito baixas na flor, mas ainda assim causam um grande impacto no cheiro”, diz Oswald ao portal.

A pesquisa pode ser um ponto de partida para mascarar o odor desagradável ou intensificá-lo, dependendo do consumidor.

Tainara Cavalcante

Jornalista e produtora de conteúdo no Cannalize. Amante de literatura, fotografia e conteúdo de qualidade.

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