• 24 de junho de 2022

Estudo avalia o crescimento do uso de cannabis na Itália

 Estudo avalia o crescimento do uso de cannabis na Itália

O objetivo é explorar uma ligação entre o aumento do uso de CBD e a diminuição do uso de medicamentos prescritos no país.

Um novo estudo tem mostrado como os produtos de canabidiol (CBD), disponíveis no mercado, estão moldando o consumo de medicamentos mais comuns prescritos nos país.

A disponibilidade local de flores de cannabis, conhecida como cannabis leve, levou a uma redução de 11.5% no consumo de ansiolíticos. Também houve uma queda de 10% nos sedativos e 4.8% nos antipsicóticos. Além disso, foi constatado uma redução no consumo de antiepiléticos, antidepressivos, opioides e anti-enxaqueca.

Para conduzir o estudo, os pesquisadores italianos usaram um conjunto de dados, registrando as vendas mensais de medicamentos e mapeando a disponibilidade no mercado local de varejista que vende flores de CBD.

Eles se basearam nos dados de 106 províncias de janeiro de 2016 a fevereiro de 2018. Os dados do produto CBD foi adquirido usando uma raspagem da Web, nos sites que eles mapearam online.

Os dados sobre as vendas de medicamento controlados foram obtidos pela Associação Italiana de Proprietários de Farmácias Federfarma e pelo Sistema Nacional de Saúde Italiano.

O CBD na Itália

Desde que o mercado de CBD surgiu na Itália em 2017, o número de vendas de medicamentos dispensados diminuiu em aproximadamente 1.6% em média.

Os pesquisadores consideraram sete categorias de medicamentos, e elas incluem:

  • Opióides
  • Ansiolíticos
  • Sedativos
  • Anti-enxaqueca
  • Antiepiléticos
  • Antipsicóticos
  • Antidepressivos

O estudo relaciona a redução do consumo desses medicamentos com efeitos clínicos reconhecidos e anunciados do CBD. A acessibilidade encorajaram alguns pacientes a experimentar o canabidiol para alívio ao invés de consumir medicamentos prescritos.

A lei italiana de cannabis, estabelecida em 2017, permitiu que os agricultores cultivassem as plantas com um nível de THC abaixo de 0.5%.

Contudo, a lei da cannabis não regulariza a venda de flores da planta. Por um lado, a venda de flores de cannabis não e permitida, mas, por outro lado, não e proibida.

Essa falta de regulamentação criou uma brecha legal, então as empresas italianas de CBD e os revendedores começaram a vender as flores de cannabis com níveis de THC abaixo de 0.5%.

Essa brecha legal criou um novo mercado, isso tem gerado emprego a mais de 10 mil pessoas e abriu cerca de 1,500 empresa com um faturamento de 150 milhões de dólares em 2018.

Os italianos começaram a reconhecer os benefícios do CBD e usá-lo para vários propósitos. As flores de canabidiol também atraíram novos consumidores que antes faziam o uso de vários outros medicamentos. De acordo com o estudo, eles podem ter encontrado na cannabis leve um tratamento mais eficaz do que os tradicionais.

No entanto, a pesquisa destaca alguns pontos críticos a serem considerados:

A automedicação com produtos CBD pode ser um alarme para os legisladores, pois, as pessoas podem não seguir as recomendações de especialistas.

Adicionalmente, a atual lei de cannabis precisa esclarecer sobre a venda de flores de CBD. Com a falta de regularização, o mercado italiano de cannabis coloca os revendedores e empresas em perigo.

Além disso, a substituição de medicamentos controlados por produtos CBD destaca a falta de acesso à cannabis medicinal. A disponibilidade em larga escala das flores de canabidiol também pode levar a padrões de substituições que não são clinicamente indicadas, de acordo com o estudo.

O uso de flores de CBD para propósitos medicinais podem não ser tão benéfico para a saúde dos pacientes, pois o controle de qualidade e diferente da cannabis medicinal. Além disso, as pessoas ainda tendem a confundir o uso do canabidiol com a cannabis medicinal

Os pacientes podem encontrar alívio com as flores de CBD, que são menos caras e não precisam de receita médica.

Referências

  • HighTimes

Bruno Oliveira

Tradutor e produtor de conteúdo do site Cannalize, apaixonado por música, fotografia, esportes radicais e culturas.

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