• 25 de junho de 2022

70% de pacientes com Parkinson usam a cannabis como tratamento nos EUA 

 70% de pacientes com Parkinson usam a cannabis como tratamento nos EUA 

O estudo ainda mostrou que pacientes que utilizavam uma quantidade maior de THC tinham mais benefícios.

De acordo com uma nova pesquisa feita pela Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, cerca de 70% dos pacientes com Parkinson usam a cannabis como tratamento no país.

O estudo foi feito em parceria com a Fundação Michael J. Fox, nome do famoso ator do clássico De Volta para o Futuro. Ele foi diagnosticado com a condição em 1991 e agora luta pela causa.

A pesquisa foi feita com aproximadamente 1.900 pacientes diagnosticados com Parkinson. Descobriu-se que mais de 1300 utilizam ou já usaram a cannabis como tratamento. 

Principais sintomas tratados

De acordo com a pesquisa, o óleo feito da planta é usado para tratar sintomas como dores, ansiedades, agitação e até distúrbios do sono.  

A maioria deles tomaram o óleo com uma porcentagem de Canabidiol (CBD) maior. Contudo, 15% ainda utilizaram quantidades altas de Tetrahidrocanabinol (THC), componente que gera os efeitos alucinógenos da maconha

De acordo com um estudo pré-clínico realizado pela USP de Ribeirão Preto, os canabinoides podem ajudar a amenizar os sintomas motores e não motores de Parkinson, como tremores, rigidez muscular, humor, sono, ansiedade, psicose e qualidade de vida. 

Efeitos colaterais

Os sintomas colaterais relatados, foram boca seca, tontura e na memória, que se agravaram com o aumento de THC.

No entanto, o uso maior da substância também aumentou os benefícios. 

“A medicina canábica pode não funcionar para todos os casos, mas é uma ferramenta importante no tratamento da doença. É um tratamento seguro, uma opção válida”, afirmou a médica Katherine Leaver, professora assistente de neurologia da Divisão de Desordens do Movimento do Hospital Mount Sinai Beth Israel, de Nova York.

Tratamento à base de cannabis para Parkinson no Brasil

O tratamento alternativo também é cada vez mais utilizado no país. Tanto, que é alvo de estudos clínicos na Universidade Federal da Integração Latino-América (UNILA) e recentemente, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que começou a recrutar pacientes.

Tainara Cavalcante

Jornalista e produtora de conteúdo no Cannalize. Amante de literatura, fotografia e conteúdo de qualidade.

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