Parlamentares integram a Frente Parlamentar da Cannabis Medicinal e do Cânhamo Industrial e devem manter a pauta entre as discussões do próximo mandato
Caio França e Eduardo Suplicy foram reeleitos como deputados estaduais por São Paulo nas eleições de 2026. Os dois parlamentares integram a Frente Parlamentar da Cannabis Medicinal e do Cânhamo Industrial da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
França recebeu 99.840 votos. Já Suplicy foi reeleito com 654.627 votos.
Entre os candidatos ligados à pauta da cannabis acompanhados pela Cannalize, os dois foram os únicos eleitos para a próxima legislatura paulista. Entre os nomes que não conquistaram uma vaga estão Erik Torquato (PSB), Paulo Teixeira (PT), Santo Legaliza (PSOL) e Mara Gabrilli (PSD).
A pauta da cannabis medicinal deve continuar entre os temas defendidos pelos dois parlamentares.
Em declaração após o resultado, Caio França afirmou que pretende ampliar a política de cannabis medicinal no Sistema Único de Saúde (SUS) Paulista.
“Um quarto mandato representa a renovação da confiança da população e, principalmente, uma responsabilidade ainda maior de dar continuidade ao trabalho que construímos nos últimos anos”, afirmou.
Entre as prioridades citadas pelo deputado está a ampliação das patologias atendidas pela política de cannabis medicinal no SUS Paulista.
França também mencionou outras pautas para o próximo mandato. Entre elas estão a regulamentação da lei sobre as filas da Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (CROSS) e a chamada Operação Verão da Saúde.
O deputado também afirmou que pretende manter a atuação voltada para a Baixada Santista. Entre os temas citados estão infraestrutura, transporte, abastecimento de água e desenvolvimento regional.
Eduardo Suplicy também citou a cannabis medicinal ao comentar sua reeleição.
O deputado recebeu 654.627 votos. Segundo ele, a votação representa apoio às principais propostas que apresentou durante a campanha.
“Quero agradecer profundamente a confiança dos eleitores de São Paulo. A expressiva votação de 654.627 votos constitui um sinal de forte apoio às proposições que dei ênfase na minha campanha: a Renda Básica de Cidadania Universal e Incondicional e a regulamentação da cannabis medicinal”, afirmou.
Suplicy também relacionou o resultado eleitoral à continuidade de sua atuação política.
“Considero cada voto recebido como uma manifestação de estímulo à continuidade da minha caminhada. Eu recebo esse resultado não apenas como uma homenagem pessoal, mas como um chamado de enorme responsabilidade”, declarou.
O parlamentar também destacou que pretende exercer o novo mandato com foco no interesse público.
“Recebo esta reeleição com gratidão, mas também com humildade; com alegria, mas principalmente com responsabilidade e com o compromisso de honrar cada voto recebido com ações transparentes voltadas ao bem público.”
A Frente Parlamentar da Cannabis Medicinal e do Cânhamo Industrial deve continuar os debates sobre políticas públicas relacionadas ao setor.
Segundo a assessoria de Caio França, a Frente pretende discutir uma programação para 2027 junto aos demais integrantes.
“Vamos continuar fomentando os temas e discutir uma programação com os conselheiros da Frente para 2027 que esteja alinhada com as discussões atuais”, informou a assessoria.
A proposta também inclui atuação junto aos órgãos responsáveis pelas decisões sobre a política de cannabis.
A assessoria citou ainda a regulamentação do chamado sandbox das associações como uma das pautas que devem entrar nas discussões.
A assessoria de Eduardo Suplicy adiantou que devem anunciar o edital de emendas parlamentares para a pauta ainda em novembro.
A ampliação do acesso à cannabis medicinal pelo SUS Paulista já faz parte da atuação de Caio França.
Em 2026, o deputado defendeu a ampliação do fornecimento de medicamentos à base de cannabis para outras condições de saúde. Entre os casos mencionados por ele estava o transtorno do espectro autista (TEA), especialmente pessoas com nível 3 de suporte.
Na ocasião, França afirmou que a cannabis poderia ser considerada uma alternativa após outras tentativas terapêuticas.
A discussão, no entanto, envolve diferentes aspectos. Além da definição das condições atendidas pelo SUS, entram no debate critérios clínicos, evidências científicas, regulamentação e financiamento da política pública.
Por isso, a ampliação do acesso depende de decisões administrativas e regulatórias. Também exige avaliação das evidências disponíveis para cada indicação.
Com a reeleição de França e Suplicy, a Frente Parlamentar da Cannabis Medicinal e do Cânhamo Industrial mantém entre seus integrantes dois parlamentares que já atuam na discussão do tema na Alesp.
Para 2027, a agenda anunciada pela Frente deve incluir a continuidade dos debates sobre cannabis medicinal e cânhamo industrial. Também estão previstas discussões sobre políticas públicas e regulamentação.
O próximo mandato, portanto, deve dar continuidade a debates que já estão em andamento na Assembleia. A ampliação do acesso pelo SUS e a regulamentação do setor estão entre os temas que podem voltar ao centro das discussões.
Lucas Panoni
Jornalista e produtor de conteúdo na Cannalize. Entusiasta da cultura canábica, artes gráficas, política e meio ambiente. Apaixonado por aprender.
Inscreva-se grátis na nossa Newsletter!
Flor de maconha com semente: por que isso acontece?
Ensaio clínico testa cannabis em crianças com TEA 2 e 3
Mesmo com regulação, mercado ilegal persiste na Holanda
CFM abre consulta sobre avaliação e tratamento do TEA
Europa restringe flores e amplia foco em cannabis padronizada
Califórnia recolhe produtos de cannabis após morte em cultivo
Copyright 2019/2023 Cannalize – Todos os direitos reservados
Solicitação de remoção de imagem
Termos e Condições de Uso